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Março de 2010 |
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Encontro sobre Fortificações Históricas em Florianópolis
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comemora seus 50 anos de criação e 271 anos do início da construção das fortalezas da Ilha de Santa Catarina promovendo dois grandes eventos para discutir a administração e preservação de fortificações no Brasil e no mundo.
O VI Seminário Regional de Cidades Fortificadas e o Primeiro Encontro Técnico de Gestores de Fortificações reunirão, de 31 de março a 2 de abril, no auditório da Reitoria, em Florianópolis, Sul do Brasil, representantes de fortificações de diversos Estados do Brasil e Uruguai.
Durante o Encontro, os gestores dos fortes apresentarão um panorama das ações desenvolvidas nas fortificações sob a sua administração, possibilitando uma salutar troca de experiências no que diz respeito aos seguintes temas: auto-sustentabilidade, parcerias e projetos, captação de recursos, corpo técnico, manutenção e conservação de edifícios e acervos, pesquisa e documentação, divulgação e difusão cultural, educação patrimonial, visitação e turismo, acessibilidade, uso adequado dos espaços, atividades artístico-culturais, entre outros temas pertinentes. O objetivo é mostrar de que forma cada gestor vem atuando nessas áreas, equacionar problemas similares, mas, principalmente, tomar contato com soluções de resultados positivos implementadas em cada fortificação. Em resumo, compartilhar experiências e práticas criativas de gestão, e estabelecer intercâmbios e parcerias que possam contribuir para melhorar e modernizar a preservação das fortificações.
Estarão em Florianópolis gestores do Forte de São Miguel, Fortaleza de Santa Teresa e Fortaleza del Cerro (no Uruguai); Forte de Copacabana (Rio de Janeiro/RJ); Forte das Cinco Pontas (Recife/PE); Forte do Presépio (Belém/PA); Forte de São Marcelo (Salvador/BA); Fortaleza de Santo Amaro da Barra (Guarujá/SP); Forte de São João (Bertioga/SP); entre outras fortificações convidadas, mas que ainda não confirmaram sua presença. De Santa Catarina, além das fortificações administradas pela UFSC na Grande Florianópolis (Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antônio de Ratones, São José da Ponta Grossa e Bateria de São Caetano) estão sendo convidados os gestores do Forte Marechal Luz (São Francisco do Sul); Forte de Santa Bárbara, que hoje é sede da Fundação Franklin Cascaes (Prefeitura de Florianópolis) e o Forte de Santana, também em Florianópolis, que abriga o Museu de Armas Lara Ribas (administrado pela Polícia Militar de Santa Catarina).
As cinco edições anteriores do Seminário Regional de Cidades Fortificadas ocorreram todas no Uruguai (Montevidéu, Colônia do Sacramento e Maldonado), sob a coordenação do Espacio Cultural Al Pie de la Muralla. Esses encontros, iniciados em 2005, permitiram fomentar um considerável número de produções e investigações sobre o tema das fortificações no Uruguai, Brasil, Chile, Colômbia, além de terem possibilitado um proveitoso intercâmbio entre especialistas dessas nacionalidades. "Pretendemos agora avançar com essas pesquisas e disponibilizar os resultados alcançados a um público ainda maior", espera o arquiteto Roberto Tonera, coordenador do Projeto Fortalezas Multimídia e um dos responsáveis pela preservação das fortalezas da UFSC. Entre as alternativas para essa difusão, está a ampliação das informações disponíveis sobre essas construções históricas por meio do Banco de Dados sobre Fortificações no Mundo (www.fortalezas.org), projeto criado por Tonera e acessado pela Internet em três idiomas, desde 2008, e que já tem cadastrado mais de 850 fortificações de vários países. “Também almejamos engajar os gestores de fortificações locais e de outras cidades a esse projeto. Os monumentos que eles administram já estão cadastrados no Banco de Dados Mundial, mas os conteúdos disponíveis sobre esses fortes precisam ser ampliados com a participação deles, bem como dos pesquisadores regionais, das instituições de preservação, e com a contribuição dos acervos documentais situados nessas respectivas cidades e Estados. O Banco de Dados foi desenvolvido para funcionar em forma de uma rede colaborativa, numa espécie de comunidade virtual de investigadores e instituições interessadas na história e na preservação das fortificações em todo o mundo”, enfatiza o arquiteto. (Saiba mais informações sobre esse banco de Dados em outras matérias dessa mesma página).
A programação completa do Encontro e do Seminário ainda está sendo formatada, e em breve será informada. Em resumo, o primeiro dia (31/03) e a tarde do segundo dia (01/04) serão destinados às apresentações dos gestores de fortificações. Na manhã do segundo dia (01/04), serão apresentadas as comunicações de outros participantes do Seminário Regional, que não são gestores. No terceiro dia (dia 02/04) está prevista uma visita técnica às Fortalezas de Anhatomirim e Ratones, num passeio de escuna aberto a todos os participantes inscritos no evento.
As inscrições para participação no Seminário e Encontro de Gestores são gratuitas, embora com número de vagas limitado, e estão abertas aos interessados exclusivamente via o preenchimento de formulário disponível no website do evento (http://www.fortalezas.ufsc.br/6seminario/). Especialistas interessados em apresentar comunicações no VI Seminário (temas diversos sobre fortificações) devem enviar seus trabalhos para análise e aprovação até o dia 10 de fevereiro para o e-mail: projeto@fortalezasmultimidia.com.br. Outras informações podem ser obtidas no endereço: http://www.fortalezas.ufsc.br/6seminario/inscricoes.php ou pelos telefones (XX 55-48) 3721-5118 e (XX 55-48) 9963-6324, ou pelo e-mail: projeto@fortalezasmultimidia.com.br.
AS FORTALEZAS MANTIDAS PELA UFSC:
A Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC – é gestora de quatro fortificações na região de Florianópolis: Fortaleza de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim (no município de Governador Celso Ramos), Fortaleza de Santo Antônio, na ilha de Ratones Grande, Fortaleza de São José da Ponta Grossa e Bateria de São Caetano, ambas junto à Praia do Forte, no norte da Ilha de Santa Catarina.
Em 2010, além dos 50 anos de criação da UFSC, estaremos celebrando outras datas emblemáticas ligadas às fortificações catarinenses, como os 271 anos do início da construção das fortalezas (1739); 31 anos que a UFSC assumiu a tutela da primeira fortaleza, Santa Cruz de Anhatomirim (1979); 26 anos da abertura da Fortaleza de Anhatomirim à visitação pública (1984); 21 anos do início do Projeto Fortalezas da UFSC (1989), que em parceria com o IPHAN e com o apoio da Fundação Banco do Brasil concluiu a restauração de Anhatomirim, e realizou a restauração completa das fortalezas de Ratones (1990) e Ponta Grossa (1991), que passaram também a ser administradas pela Universidade Federal; 101 anos do início da construção do último forte erguido na Ilha de Santa Catarina (1909), o Forte Marechal Moura de Naufragados, atualmente em processo de tombamento; 15 anos da criação do Projeto Fortalezas Multimídia (1995), um projeto da UFSC que em todos esses anos vem continuamente trabalhando com o objetivo de promover o estudo, a preservação, a divulgação e a valorização das fortificações históricas no Brasil e no mundo.
Para conhecer mais sobre essas fortificações mantidas pela UFSC, acesse na Internet o endereço: www.fortalezas.ufsc.br
Para conhecer sobre essas fortalezas e todas as demais fortificações da Ilha de Santa Catarina acesse na Internet o endereço:
www.fortalezasmultimidia.com.br/santa_catarina
Para conhecer fortificações no Brasil, no Uruguai e em outros países, acesse na Internet o endereço: www.fortalezas.org
Banco de Dados Mundial sobre Fortificações (www.fortalezas.org)
O Banco de Dados Mundial sobre Fortificações está disponível ao público na Internet no endereço www.fortalezas.org. O Banco, idealizado por Roberto Tonera, arquiteto da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC/Brasil, vem sendo desenvolvido desde 2001 pelo Projeto Fortalezas Multimídia.
Trata-se de um banco de dados temático sobre fortificações históricas em todo o mundo, com possibilidade de consulta, pesquisa e inserção de dados e mídias (em português, espanhol e inglês). A alimentação de conteúdos pode ser realizada por instituições ou pesquisadores credenciados, a partir de qualquer lugar que disponha de um simples acesso à Internet. Além das informações sobre as fortificações, poderão também ser consultados e inseridos dados sobre bibliografias e personagens históricos relacionados àquelas construções, entre outros conteúdos temáticos.
Importante salientar que o programa funciona como um banco de dados relacional, onde dezenas de campos com informações parametrizadas (quesitos ou tópicos pré-definidos) permitem estabelecer estudos comparativos entre as fortificações, além de possibilitar pesquisas combinadas por tipologia, nome, localização geográfica, data de construção, projetista, nacionalidade original, uso, proteção legal, estado de conservação, mantenedor, ou ainda por qualquer palavra contida nos textos descritivos, entre diversos outros parâmetros de pesquisa disponíveis.
O Banco de Dados e todas as ferramentas de consulta e inserção de conteúdos funcionam integralmente no ambiente da Internet, não havendo necessidade de instalação de qualquer programa adicional no computador de quem o utiliza. Isto permite que ele funcione sem custos operacionais tanto para aqueles que consultam as informações quanto para aqueles que as alimentam. O Banco de Dados serve assim como fonte compartilhada de pesquisa para instituições de preservação, universidades, mantenedores dos monumentos, especialistas, professores, estudantes e público em geral, que podem utilizá-lo a partir de um cyber café, do computador da sua escola, da sua instituição, ou mesmo da sua moradia.
Além de contribuir para socializar o acesso à informação, que é por si só tarefa das mais imprescindíveis, o Banco de Dados Mundial sobre Fortificações objetiva democratizar a construção do conhecimento, por intermédio da formação de uma comunidade virtual focada no estudo, divulgação e valorização das fortificações. O processo de ampliação permanente dessa base de dados se dará através da participação multilíngue dos pesquisadores locais, regionais e internacionais, permitindo uma efetiva representatividade do universo das fortificações existentes em todo o mundo, num trabalho de grande potencial cooperativo entre pesquisadores, instituições e público interessado no tema.
Segundo Tonera, “mesmo sendo esse Banco de Dados uma ferramenta inovadora, estamos buscando já novos apoios e parcerias, dentro e fora do Brasil, que permitam a ampliação e otimização de suas funcionalidades, possibilitando, por exemplo, o incremento do número de idiomas disponíveis; a implementação de um glossário técnico ilustrado e de uma linha do tempo temática; a criação de uma plataforma técnica de manutenção e conservação das fortificações, entre outros melhoramentos que aguardam financiamento para o seu desenvolvimento e incorporação ao website fortalezas.org em futuro próximo. Estamos também dando seqüência à divulgação nacional e internacional desse projeto e para isso são importantes os eventos técnicos como os congressos de fortificações de Faro/Portugal (novembro de 2008); de Alcalá de Guadaíra/Sevilha/Espanha (março de 2009); de Montevidéu/Uruguai (abril de 2009), e o de Caçapava do Sul (setembro de 2009), onde o Banco de Dados Mundial sobre Fortificações já foi apresentado e levado ao conhecimento dos mais renomados especialistas na área. Em 2010, esse trabalho continua e ele deverá estar no centro das discussões do VI Seminário Regional de Cidades Fortificadas e Primeiro Encontro de Gestores de Fortificações, eventos organizados pela UFSC e que ocorrem em Florianópolis entre 31 de março e 02 de abril próximos”.
Todos os pesquisadores e instituições, dentro e fora do Brasil, interessados em participar como colaboradores ou apoiadores do Banco de Dados Mundial sobre Fortificações podem fazer contato com a coordenação do Projeto através do e-mail projeto@fortalezasmultimidia.com.br.
Veja nos links abaixo outras informações sobre o Banco de Dados Mundial sobre Fortificações.
Busca de patrocínio para publicação de obra do século XVIII
O Projeto Fortalezas Multimídia continua buscando patrocínio para a edição do livro e DVD intitulado "As Defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786", manuscrito de autoria de José Correia Rangel, nunca publicado integralmente no Brasil ou em Portugal.
A obra original do “ajudante de infantaria com exercício de engenheiro" é dividida em duas partes: a primeira contém as fortificações e os uniformes da tropa da Ilha de Santa Catarina (atual Florianópolis) e a segunda parte “o que pertence ao Rio Grande”, primeira cidade do Estado do Rio Grande do Sul. O manuscrito é composto de 75 folhas, das quais 26 são primorosos desenhos a cores de uniformes militares e levantamento gráfico das fortificações, com outras duas pranchas desdobráveis, com os mapas gerais da Ilha de Santa Catarina e de Rio Grande de São Pedro, também coloridos. A obra traz informações cadastrais, manuscritas, sobre as fortificações militares, suas tropas, armamentos e munição, além dos projetos e mapas. Apresenta ainda um verdadeiro inventário de artefatos, móveis e utensílios de toda natureza presentes nas fortificações, compondo um rico quadro do cotidiano de vida militar na segunda metade do século XVIII.
Trata-se do único levantamento temático sobre fortificações, com esse nível de detalhamento, realizado no sul do Brasil durante o Século XVIII. Representa, portanto, documento importante da história de nosso país e de Portugal, de extremo valor para o estudo das fortificações portuguesas no Brasil, para a compreensão das origens dos dois Estados do sul, bem como para a valorização de nossa memória e do nosso patrimônio cultural.
Os arquitetos Mário Mendonça de Oliveira e Roberto Tonera farão a organização e transcrição do manuscrito, bem como os comentários e notas explicativas ao texto original, os quais, complementados com imagens atuais, ajudarão o leitor na compreensão dos termos técnicos e na contextualização dos assuntos relatados no documento. A publicação é uma parceria com Arquivo Histórico Militar de Lisboa/Portugal, a quem pertence o documento original, e que autorizou os arquitetos a editarem e publicarem a obra no Brasil.
Essa edição será composta de um livro e de um DVD que virá encartado a essa publicação. Este DVD multimídia, além dos textos e imagens presentes na obra impressa, conterá ainda um sistema informatizado de buscas que possibilitará a pesquisa por qualquer palavra dos textos.
As empresas e instituições interessadas em apoiar a publicação desta obra podem fazer contato com o Projeto Fortalezas Multimídia, através do e-mail: projeto@fortalezasmultimidia.com.br, ou pelos telefones (48) 3721 5118 e 99636324.
Especialistas uruguaios se integram ao Banco de dados mundial sobre fortificações
De 15 a 17 de abril aconteceu em Montevidéu, no Espaço Cultural Al Pie de La Muralla, o V Seminário Regional de Cidades Fortificadas (veja no link abaixo um resumo dos principais temas abordados).
Durante o seminário, o arquiteto Roberto Tonera, coordenador do Projeto Fortalezas Multimídia, apresentou o banco de dados mundial sobre as fortificações (www.fortalezas.org) e realizou um primeiro treinamento voltado para a alimentação de conteúdos sobre as fortificações do Uruguai nessa base de dados (ver matéria sobre o banco de dados nesta página).
O Objetivo, segundo o arquiteto, “foi iniciar um trabalho de capacitação técnica dos especialistas e instituições uruguaias na utilização mais eficaz do website fortalezas.org e incentivar a ampliação dos conteúdos sobre as fortificações daquele país nessa base de dados”.
Os resultados do seminário foram bastante positivos, com a inclusão de vários colegas uruguaios como colaboradores do banco de dados, entre eles o historiador e museólogo José María Olivero, do Departamento de Estudos Históricos do Exército, que passou a compor o Comitê Científico do projeto (como especialista representante daquele país), ao lado do arqueólogo Enrique Domínguez, representante da Espanha, e do arquiteto Roberto Tonera, do Brasil.
Além de ver ratificada a participação ativa do Espaço Cultural Al Pie de La Muralla, entidade parceira do projeto já de primeira hora, foram iniciadas conversações com algumas instituições ligadas ao Ministério da Educação e Cultura, Armada e Exército Nacional, e intendências de Montevidéu e Maldonado, entre outras, almejando que se somem a esse esforço solidário de documentação, preservação e valorização das fortificações históricas do Uruguai.
Veja nos links abaixo outras informações sobre o seminário e sobre o banco de dados mundial das fortificações.
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